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▼ Postagens (56)
  • Erupção no Havaí despeja lava no oceano e gera fenômeno raro

    29

    Nov
    29/11/2012 às 10h40

    Ondas quebram sobre a lava que flui para o oceano durante erupção no Parque Nacional Vulcões de Kalapana, no Estado americano no Havaí. Um vulcão do parque entrou em erupção na quinta-feira. Autoridades locais esperam que o "raro e espetacular" fenômeno da fusão entre o vapor e as ondas se prolongue para atrair turistas para a região
    Fonte: Terra, 28 de novembro de 2012

    VULÇÃO

  • SP É UMA DAS MELHORES CIDADES DO MUNDO PARA UM NOVO NEGÓCIO

    29

    Nov
    29/11/2012 às 10h30

    SP é uma das melhores cidades do mundo para um novo negócio

    Levantamento da CNN mostra que capital paulista está em ascensão

     

    SaoPaulo009_MargPinheiros.jpg

    A CNN listou as 20 melhores cidades do mundo para um novo negócio, levando em conta as empresas que já foram abertas no local, idade média dos empreendedores e tempo médio trabalhado por dia. De acordo com a publicação, o Vale do Silício, no Estado da Califórnia, nos EUA, é o melhor lugar para se abrir uma empresa, sendo que Apple e Google começaram por lá. Porém outras áreas - como a cidade de São Paulo, por exemplo - começam a ganhar atratividade para novo empreendimentos. Confira:

    Vale do Silício - EUA
    O Vale do Silício continua sendo o melhor local para se iniciar uma empresa, já que tem um bom suporte de rede de financiamentos. Por lá já passaram Mark Zuckerberg (Facebook), Jack Dorsey (Twitter e Square), e Steve Jobs (Apple).

    Tel Aviv - Israel
    A cidade possui a maior densidade de startups de tecnologia do mundo. Segundo a CNN as empresas iniciantes no local ainda dependem de mais receitas publicitárias do que no Vale do Silício, mas também se concentram em mercados menores.

    Los Angeles - EUA
    De acordo com a publicação, apesar da sombra da indústria de entretenimento do local, Los Angeles puxa o desenvolvimento de talentos empresariais na costa oeste dos EUA.

    Seattle - EUA
    Uma forte história de tecnologia, abrigando a Microsoft, por exemplo, e a proximidade com o Vale do Silício fazem com que Seattle seja um bom local para startups, tanto que cerca de 41% dos empresários da cidade já trabalhou no Vale do Silício.

    Nova York - EUA
    Empresários interessados em comércio eletrônico podem encontrar em Nova York um mercado melhor do que o Vale do Silício. Na cidade, as mulheres - que representam um quinto dos empreendedores - também têm boas chances de sucesso nas empresas iniciantes.

    Boston - EUA
    Segundo a CNN, o dinheiro em Boston é abundante, ficando em primeiro lugar no índice de financiamento. Além disso, os empresários de lá são três vezes mais propensos a ter PhD do que no Vale do Silício. Porém, em Boston há cerca de 79% menos startups do que na cidade da Apple.

    Londres - Inglaterra
    O melhor local da Europa para se iniciar uma empresa é Londres. Isso porque a cidade possui 63% menos startups do que o Vale do Silício, mesmo com sistemas de apoios semelhantes.

    Toronto - Canadá
    A cidade canadense compete com as americanas Nova York e Boston, mas muitos empresários são forçados a utilizar um "auto-financiamento" ou empréstimos de familiares e amigos para conseguir abrir o próprio negócio.

    Vancouver - Canadá
    Outra cidade no Canadá, Vancouver sofre com a falta de fontes de financiamento, porém possui outras forças que podem compensar a dificuldade financeira, sendo o Flickr a empresa mais bem sucedida da área.

    Chicago- EUA
    A cidade ainda é emergente, mas é o melhor local do meio-oeste americano. Com uma idade média de 37 anos, os empresários de Chicago estão entre os mais velhos que se envolvem com startups, sendo que um quinto deles já viveram ou trabalharam no Vale do Silício.

    Paris - França
    Segundo a publicação, ao contrário do Vale do Silício - que foi construída com ajuda de empresários e investidores - Paris teve dificuldades em atrair pessoas talentosas. As startups ainda esbarram em questões de financiamentos e no desenvolvimento final e apenas 7% dos empreendedores são mulheres.

    Sydney - Austrália
    Empresários da cidade enfrentam desafios significativos, como ir atrás de mercados menores e levantar capital para as novas empresas. Mesmo assim, ainda se destaca como um bom local para uma nova companhia.

    São Paulo - Brasil
    Antes da crise europeia, a economia brasileira crescia a passoa largos e os empresários e investidores aproveitaram. Os empreendimentos na cidade têm foco em mercados menores, sendo que apenas 3% das novas empresas são sucetíveis a criar novos produtos. Porém, São Paulo continua crescendo como um novo pólo.

    Moscou - Rússia
    Os empresários de Moscou são os mais jovens da lista, sendo, em média, seis anos mais novos do que os do Vale do Silício. Porém, para crescer na lista, a cidade terá de investir mais em tecnologia - peça fundamental às novas empresas.

    Berlim - Alemanha
    A cidade de Berlim floresce como um novo centro empresarial da Europa. Segundo a publicação, os empresários da cidade se diferem dos do Vale do Silício em duas questões principais: menos doutores e o foco em mercados menores. Já há duas premissas que unem os empreendedores desses dois locais: ética no trabalho e motivação.

    Waterloo - Canadá
    A cidade de Waterloo tem a maior ligação entre todas da lista com o Vale do Silício. Cerca de 35% dos empresários da cidade já trabalharam na região americana. Porém, a cidade canadense também sofre com os financiamentos para novas empresas.

    Cingapura
    A cidade-estado tem uma ótima localização para startups, já que fica próxima a grandes centros, como a China e a Índia. O financiamento se assemelha a outros espalhados pelo mundo, além diso, a ética no trabalho é algo forte na cidade e todos trabalham em média 11h por dia, o maior tempo da lista.

    Melbourne - Austrália
    A cidade australiana está começando a utilizar o potencial, mas terá que se distinguir de Sydney para brilhar. O grande desafio será o financiamento, já que as empresas que começam no local recebem 86% menos do que as do Vale do Silício.

    Bangalore - Índia
    A cidade possui um lugar na lista pois tem uma força de trabalho talentosa e altamente qualificada. Porém ainda falta apoio do governo às empresas de tecnologia.

    Santiago - Chile
    Com iniciativas do governo chileno, a cidade de Santiago começa a prosperar. A cidade ainda necessita atrair mais empresários e investidores globais, porém pode se considerar a capital mundial das mulheres empreendedoras, já que 20% da força total de trabalho se constituem de pessoas do sexo feminino.

    FONTE: REVISTA ISTO É. ACESSO EM NOVEMBRO DE 2012.

     

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  • POPULAÇÃO BRASILEIRA DE IDOSOS CHEGA A 23,5 MILHÕES EM 2011

    29

    Nov
    29/11/2012 às 10h26

    População brasileira de idosos chega a 23,5 milhões em 2011

    Segundo IBGE, pessoas com 60 anos ou mais já correspondem a 24,5% da população

    IDOSOS9.jpg

    O numero de idosos na população brasileira passou de 15,5 milhões, em 2001, para 23,5 milhões em 2011, segundo a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 2012, divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As pessoas com 60 anos ou mais já correspondem a 24,5% da população.

    Segundo a pesquisadora do IBGE Cíntia Simões Agostinho, a maior parte dos idosos é mulher (55,7%) e está na área urbana (84,1%).
    “Normalmente eles são considerados a pessoa de referência no domicílio, 32% não têm nem um ano de estudo, quase 60% são aposentados, 49% deles tinham rendimento, de todas as fontes, de até um salário mínimo, 24,5% estão inseridos em domicílios com renda de até um salário mínimo per capita, o que é um valor bastante elevado no caso do Brasil”, avalia a pesquisadora.

    Os dados mostram ainda que apenas 4,6% dos idosos estão no nível mais baixo de renda. “O que indica uma melhor condição de renda, em média, principalmente se comparada ao grupo dos jovens”, analisa a pesquisadora. Além disso, tem crescido o número de pessoas com mais de 60 anos que vivem sozinhas. Dos domicílios onde vive apenas uma pessoa, 42,3% são ocupados por idosos.

    Fonte: Revista Isto é.2012

  • Viaduto verde

    24

    Ago
    24/08/2012 às 09h49

    <span>Em vez de demolir um viaduto abandonado em Nova York, a prefeitura transformou-o num parque público de 1,6 quilômetro de extensão. A ideia deu tão certo que outras metrópoles já se mostram interessadas em aproveitá-las


    Por: Eduardo Araia

    Fotos: AFP


    Vias elevadas construídas em regiões metropolitanas nunca foram unanimidade, mas com o tempo o conceito vem ficando cada vez mais negativo. Em casos como o Minhocão, em São Paulo, e o Elevado Perimetral, no Rio de Janeiro, o problema é evidente. Para favorecer o tráfego de automóveis que atendem uma minoria e deveriam ceder a primazia ao transporte coletivo, optouse por desfigurar, desvalorizar e deteriorar a paisagem urbana. Muitos defendem a demolição de tais aberrações arquitetônicas. Mas também é possível reaproveitálas.

    O símbolo da nova reciclagem urbana é o High Line, o parque criado no sudoeste de Manhattan, em Nova York. A linha elevada que deu nome ao projeto foi construída no início dos anos 1930 para levar trens de carga ao distrito industrial da ilha. Pairando a nove metros do solo, a prefeitura instalou uma via férrea de 21 quilômetros de extensão para substituir um trecho da ferrovia que corria sobre o solo e cruzava 105 ruas e avenidas - colocando em risco a comunidade. Não por acaso, a Décima Avenida, uma das artérias cortadas pelos trilhos, ganhou o nome de "Avenida da Morte".

    Com a desindustrialização da ilha nos anos 1960, a extremidade sul da via foi demolida. Em 1980, o último trem passou pela High Line. A pista foi então desativada e, em 1984, os proprietários de imóveis situados sob a estrutura começaram a se mobilizar para derrubála. O impasse se arrastou por 15 anos, durante os quais a High Line ganhou a inesperada presença de espécies vegetais resistentes de clima seco, como gramíneas, arbustos e pequenas árvores.

    Abaixo, vista de uma seção do trecho inaugurado em 2009

    .

    Fotos: AFP



    Em 1999, a demolição já estava nos planos da prefeitura quando o Friends of the High Line, um grupo criado pelos moradores, liderados por Joshua David e Robert Hammond, propôs que ela fosse transformada num parque público elevado, inspirado num trecho do Promenade Plantée, de Paris. A ideia ganhou apoio de moradores e autoridades e, em 2004, as autoridades destinaram US$ 50 milhões para concretizála. O projeto do parque foi entregue à empresa de paisagismo James Corner Field Operations e ao escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro.



     Abaixo, cenas da parte nova, aberta em 2011.

    Fotos: AFP

    A primeira parte da obra, entre a Gansevoort Street e a 20th Street, foi iniciada em 2006, com a remoção de trilhos, do balastro (a mistura de areia, cascalho e materiais assentada na ferrovia para segurar os dormentes) e do entulho. A seguir foram feitos jateamento de areia para recuperar o aço, reparos no concreto e no sistema de drenagem e colocação de repelentes de pombos sob a via. Em 2008 foram instaladas escadas de acesso, trilhas, assentos e iluminação. As espécies que brotaram espontaneamente foram replantadas. Em 2009, o trecho foi inaugurado. A segunda parte, entre a 20th Street e a 30th Street, foi aberta em 2011.

    <table width="480"><tbody><tr><td>

    Fotos: AFP

    O High Line possibilita paisagens inusitadas da cidade. Acima, à direita, o hotel Standard, construído sobre o parque.

     

    Por enquanto, o High Line tem 1,6 quilômetro de extensão. Há planos para estendê-lo até a 34th Street, com boa chance de êxito: a empresa dona do trecho já sinalizou que vai doá-lo à cidade.

    PRÓXIMA PARADA: PARQUE SUBTERRÂNEO

    Nova York está prestes a abrigar, também, o primeiro parque subterrâneo. O LowLine (oficialmente, Delancey Underground) pretende ocupar cerca de 8.100 m2 de uma estação do metrô desativada há décadas em Delancey Street, no sudeste de Manhattan.

    Concebido pelo arquiteto James Ramsey, pelo executivo da rede social PopTech Dan Barasch e pelo administrador de investimentos R. Boykin Curry IV, o LowLine pretende não apenas servir à comunidade numa região muito carente de áreas verdes, mas também se tornar um modelo de aproveitamento de espaços vazios subterrâneos.

    Ex-engenheiro de satélites da agência

    espacial americana (Nasa) e atual arquiteto- chefe do Raad Studio, Ramsey desenvolveu um sistema de iluminação especial para o projeto, chamado de "claraboia remota". O dispositivo canaliza a luz solar por cabos de fibra óptica que filtram as radiações infravermelhas e ultravioleta nocivas, mas deixam passar os comprimentos de onda que induzem ao processo de fotossíntese, a fim de permitir o crescimento de plantas e árvores. "Propomos usar um sistema de irrigação solar para coletar e concentrar a luz do Sol no subsolo", diz o arquiteto.

    Ele imagina uma plataforma com dúzias de coletores solares na Delancey Street,

     

    coletores solares na Delancey Street, alimentando um sistema de iluminação situado no interior da estação.

    Segundo o engenheiro, o projeto passará por testes em 2012. Antes de requisitar o espaço pretendido ao órgão responsável, a Metropolitan Transit Authority (MTA), os projetistas planejam passar um ano engajando os moradores do Lower East Side na ideia, apresentando-a em escolas de ensino médio e encontros comunitários. Também pretendem debater o conceito na Faculdade de Arquitetura da Universidade Colúmbia e já iniciaram uma coleta online de US$ 100 mil para produzir maquetes do empreendimento.

    Fotos: AFP

    O High Line já se tornou um xodó de novaiorquinos e turistas. Um de seus atrativos é permitir uma visão nova, inusitada, da cidade e do Rio Hudson, que margeia o oeste de Manhattan. Há uma plataforma que põe o visitante no nível da copa das árvores. Um gramado com mais de 450 m2 (raridade na área) oferece uma pista de skate e locais para se sentar e apreciar o ambiente. A cada primavera, a vegetação recebe uma cuidadosa poda. Não faltam locais para comer e beber, tanto no parque aéreo como na sua vizinhança.

    Segundo o arquiteto James Corner, um dos projetistas do parque, os detalhes foram pensados para dar ao visitante a sensação de ter chegado a um "jardim secreto e mágico no céu". "O que é ótimo no High Line é a existência de refúgios, recantos e abrigos. Há descobertas incríveis por fazer. Se as pessoas forem ao parque e encontrarem deleite, acho que teremos sido bem-sucedidos", disse Corner aos jornais.

    A vida cultural também anima o parque. Um setor do Friends of the High Line, o High Line Art, produz e comissiona obras de arte pública, tanto na via quanto nas cercanias, além de promover exibições, performances, programas de vídeo e outros eventos.

    A iniciativa já revitalizou o Lower West Side. Bem frequentado e com baixos índices de criminalidade, o parque aéreo já estimulou a construção de mais de 30 empreendimentos imobiliários, prontos ou em andamento. A lista inclui até dois hotéis sofisticados o Standard, na 13th Street (sobre o High Line), e o American, entre a 27th Street e a Décima Avenida.

    O sucesso já inspira Chicago, Filadélfia e Saint Louis a fazer algo similar. Rahm Emanuel, prefeito de Chicago, disse ao The New York Times que o parque é "um símbolo catalisador da revitalização de bairros". Oxalá o exemplo frutifique em outros hemisférios e latitudes.

    "Queríamos criar a sensação de um jardim mágico no céu", James Corner, um dos autores do projeto.

    Fotos: AFP

    Para saber mais

    Site: www.thehighline.org

     

     

  • Sonho no deserto

    24

    Ago
    24/08/2012 às 09h46

    Abastecer 15% da Europa com energia renovável, solar e eólica, vinda do deserto do Saara e do Oriente Médio em 2050. Esse é o ambicioso plano do consórcio Desertec, que dará seu primeiro passo este ano, no Marrocos. Entretanto, obstáculos consideráveis terão de ser superados.

    Por: Eduardo Araia

    Mapa: Desertec Foundation

    Fonte: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/475/artigo255763-1.htm

  • O desafio da Água

    24

    Ago
    24/08/2012 às 09h35

     água vai se tornar um bem precioso neste século em que o aumento populacional agravará as dificuldades para obtê-la. Um relatório produzido pelo Programa de Avaliação Mundial da Água (WWAP), da ONU, traça uma radiografia grave da situação nas diferentes regiões do mundo



    O acesso à água tende a se tornar cada vez mais complicado nas próximas décadas, conforme a população humana crescer, ficar mais urbana e afluente. Além disso, outras variáveis, como a mudança climática, devem interferir com mais frequência na questão, aumentando o risco de escassez desse bem comum. A quarta edição do relatório Managing water under uncertainty and risk, produzido pelo Programa de Avaliação Mundial da Água (WWAP, na sigla em inglês), da ONU, aborda a situação atual e as perspectivas futuras de diversas regiões do planeta em relação ao tema.

    África
    Na África Subsaariana apenas 5% da água doce renovável é utilizada anualmente. O abastecimento de água potável nas áreas rurais cresceu para 47% até 2008, mas estagnou em 80% nas áreas urbanas desde 1990. Só 31% da população usa instalações sanitárias adequadas.

    Entre meados da década de 1990 e 2008, o número de pessoas desnutridas aumentou de 200 milhões para 350-400 milhões. Desde meados dos anos 1960, a produção agrícola aumentou em média menos de 2% ao ano, enquanto a população cresceu 3%. A falta d'água e a seca afetam o crescimento do PIB em um terço dos países.

    Apenas um em cada quatro africanos tem acesso à eletricidade. A energia hidrelétrica fornece um terço da energia do continente, mas poderia suprir todas a sua necessidade de eletricidade. Apenas 3% dos recursos hídricos renováveis são atualmente explorados para a hidreletricidade. Mas os países africanos já começaram a abordar as questões transfronteiriças da água, relacionadas ao desenvolvimento hídrico, por meio de consórcios multinacionais de energia como o South African Power Pool e o West African Power Pool.

    Países árabes e Ásia Ocidental
    Cerca de dois terços da água de superfície disponível na região provêm dela, alimentando conflitos com os paí ses a montante. No passado, disputas criaram hordas de pessoas deslocadas internamente e destruíram a infraestrutura de água em países como Iraque, Kuwait e Líbano, esgotando recursos necessários para a recuperação. A fim de neutralizar o conflito potencial sobre os recursos hídricos, foram feitas tentativas de compartilhar a água escassa. A Liga dos Estados Árabes criou o Conselho Ministerial de Água Árabe e elaborou uma Estratégia de Segurança Árabe da Água.

    <table border="0" cellspacing="5" cellpadding="0" width="100" align="right"><tbody><tr><td>

    A escassez tem gerado preocupações sobre a segurança alimentar. Gêneros alimentícios importados, especialmente grãos, respondem por uma quantidade considerável do consumo de água virtual na região. A produção local de cereais foi impulsionada pelo aumento do uso de águas subterrâneas para irrigação.

    No entanto, como os aquíferos sofrem rebaixamento, o bombeamento de água está se tornando cada vez mais caro e insustentável. O custo econômico da água de má qualidade no Oriente Médio e Norte da África varia de 0,5% a 2,5% do PIB. A governança da água precisa urgentemente de reforço para lidar com esses desafios.

    <table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="475" align="center"><tbody><tr><td width="165">No alto, seca no sul da França, área que deverá sofrer com a escassez de água. Acima, voluntários enchem tanque no Sudão; à direita, menino cuida de estação de água no Quênia durante a estiagem de 2009.</td><td width="10"> </td><td width="300">

    As mudanças climáticas devem elevar a temperatura, aumentar a aridez do solo e mudar os padrões sazonais de chuva. Isso já pode ser visto na Síria e na Tunísia, por exemplo. A região também deve esperar inundações e secas mais frequentes, menos neve e derretimento em algumas regiões montanhosas e ao nível do mar e salinidade em aquíferos costeiros. O cenário é de alto risco.

    Ásia e Pacífico
    A região está passando por rápida urbanização, crescimento econômico, industrialização e desenvolvimento agrícola extensivo. Dois terços dos famintos do planeta vivem na Ásia.

    Entre 1990 e 2008, 1,2 bilhão de pessoas ganharam acesso à água potável, elevando a proporção de 73% para 88%. da população. Juntas, China e Índia respondem por três quartos desse total. No entanto, a Ásia é também o lar de 72% dos 2,6 bilhões de pessoas no mundo que não utilizam instalações sanitárias adequadas.

    A região é muito vulnerável a desastres naturais, com grande parte da população vivendo em áreas costeiras e sujeitas a inundações. Pequenas nações insulares do Pacífico são particularmente vulneráveis a furacões, ciclones tropicais e terremotos e estão expostas à elevação do nível do mar decorrente do aquecimento global.

    Alguns países da região estão mudando de uma ênfase no desenvolvimento de curto prazo da infraestrutura de água para uma abordagem mais estratégica, que reconhece o impacto ecológico do desenvolvimento econômico.

    <table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="475" align="center"><tbody><tr><td width="165">
    </td><td width="10"> </td><td width="300">No alto, represa nos Estados Unidos, maior usuário per capita de água do mundo. Acima, indianos enchendo vasilhames. À esquerda, campo de soja no Brasil, país exportador de "água virtual" em commodities agrícolas.</td></tr></tbody></table>

    Europa e América do Norte
    Os norte-americanos são os maiores usuários per capita de água do mundo, consumindo 2,5 vezes mais do que os europeus. Cerca de 3,5 planetas Terra seriam necessários para sustentar uma população global que imitasse o atual estilo de vida do europeu ou norteamericano. No entanto, bolsões de carência de água existem, particularmente entre os povos indígenas: mais de 10 mil residências em reservas do Canadá não têm água encanada e os sistemas de água ou esgoto são precários em uma de cada quatro reservas. Na Europa, cerca de 120 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, muito menos a saneamento.

    Um problema importante na Europa e na América do Norte é a poluição dos cursos-d'água por agrotóxicos, ou seja, nitrogênio, fósforo e pesticidas. Embora haja arcabouços legais para regular esse problema, nas bacias de drenagem do Mar Mediterrâneo, do leste do Oceano Atlântico e do Mar Negro a aplicação das medidas antipoluição está atrasada.

    Em termos de gestão de águas transfronteiriças, a Diretiva-Quadro da Água da União Europeia (2000) e iniciativas mais recentes sobre as normas e as águas subterrâneas representam os únicos acordos de água supranacionais do mundo.

    O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) prevê que o volume de água no verão irá diminuir em até 80% no sul da Europa e em algumas partes da Europa Central e Oriental nos anos 2070. O potencial de energia hídrica deverá cair em média 6% durante esse período. Na América do Norte, a mudança climática causará aumento da competição entre os usuários para recursos de água.

    América Latina e Caribe
    A população da região cresceu mais de 50% entre 1970 e 2009, embora as taxas de natalidade estejam diminuindo rapidamente. A população urbana triplicou nos últimos 40 anos, com uma tendência recente de crescimento rápido de cidades médias e pequenas, diferentemente da expansão acelerada das cidades de grande porte que ocorrera antes. Cerca de 35% dos habitantes (189 milhões de pessoas) ainda vivem na pobreza, 14% dos quais são muito pobres.

    Muitos países têm-se beneficiado do aumento da demanda global por minérios, alimentos, madeira, peixes e turismo, uma vez que são dependentes da exportação "virtual" de água por meio desses bens e serviços.

    Embora a maioria dos países tenha uma boa cobertura de água e saneamento, quase 40 milhões de pessoas ainda não possuem acesso à água tratada e cerca de 120 milhões, a instalações sanitárias adequadas. Em geral, trata-se de habitantes pobres das zonas rurais. A questão é política, não de ausência de recursos.

    A região tem 61 bacias e 64 aquíferos que ultrapassam as fronteiras nacionais. Muitos países firmaram acordos de água transfronteiriços para gerenciar energia hidrelétrica, mas os obstáculos políticos muitas vezes têm induzido a conflitos. Os exemplos de acordos para a gestão compartilhada das águas subterrâneas são poucos e distantes entre si.

    Com recursos de gerenciamento de água relativamente fracos, os países mais pobres da América Central, do Caribe e dos Andes correrão maior risco de impacto pela escassez do recurso. No lado positivo, as lições aprendidas a partir da adaptação às consequências do fenômeno El Niño (o aquecimento anormal das águas superficiais no leste do Oceano Pacífico, que afeta o clima regional e global) têm impulsionado a inovação tecnológica e a capacitação. Essas inovações devem ajudar os países a lidar com as mudanças climáticas.

    Fonte: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/planeta/sumarios/sumario_1082.htm

  • EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - GABARITO

    07

    Mai
    07/05/2012 às 09h43

    EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - GABARITO
  • EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - GABARITO

    07

    Mai
    07/05/2012 às 09h43

    EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - GABARITO
  • EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - GABARITO

    04

    Mai
    04/05/2012 às 11h55

    EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - GABARITO
  • EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - GABARITO

    04

    Mai
    04/05/2012 às 11h55

    EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES - GABARITO

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